Ressaca faz Porto ter prejuízo de R$ 3,5 milhões

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Os prejuízos com atrasos superam US$ 1 milhão. O custo de um navio inoperante varia entre US$ 25 mil (R$ 87,25 mil) e US$ 80 mil (R$ 279,2 mil), dependendo do tipo de carga que é transportada.
Os prejuízos com atrasos superam US$ 1 milhão. O custo de um navio inoperante varia entre US$ 25 mil (R$ 87,25 mil) e US$ 80 mil (R$ 279,2 mil), dependendo do tipo de carga que é transportada.

por Tribuna de Santos

A interrupção do tráfego marítimo no canal de navegação do Porto de Santos por mais de 30 horas causou prejuízos superiores a US$ 1 milhão (o equivalente a R$ 3,49 milhões, conforme o câmbio de de quinta-feira, 28). No entanto, este não foi o único problema enfrentado pela comunidade portuária ontem. O sistema Porto Sem Papel (PSP, utilizado para liberar a atracação dos navios) ficou instável e causou atrasos na emissão de documentos. A frente fria que chegou à região na última quarta-feira veio acompanhada de grande instabilidade. Segundo dados da Praticagem de São Paulo, foram registradas ondas de 4 metros de altura, um recorde para o ano. Já os ventos chegaram a 88 quilômetros por hora.

Ainda na quarta-feira, por medida de segurança, a Capitania dos Portos de São Paulo interrompeu o tráfego de embarcações às 7h10. O trânsito só foi liberado às 13 horas de ontem e com restrições. Só navios com até 12 metros de calado (altura da parte do casco que permanece submersa) foram autorizados a trafegar. No período, 13 embarcações deixaram de atracar e outras oito atrasaram suas partidas.

De acordo com o diretor-executivo do Sindicato dos Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, os prejuízos com atrasos superam US$ 1 milhão. Segundo ele, o custo de um navio inoperante varia entre US$ 25 mil (R$ 87,25 mil) e US$ 80 mil (R$ 279,2 mil), dependendo do tipo de carga que é transportada. “É importante considerar que esta foi uma medida de segurança, imposta pela Capitania dos Portos. Se acontecesse um acidente, as consequências seriam muito mais desastrosas do que apenas a interrupção do tráfego”.