Estivadores pedem ao Ministério da Infraestrutura medidas urgentes sobre a pandemia no Porto de Santos

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Segundo o Sindestiva, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP) cancelou a reunião baseado nas recomendações das autoridades para que sejam evitadas as reuniões presenciais e também alegam que estão aguardando uma medida do Governo Federal.

O Sindicato dos Estivadores (Sindestiva) de Santos, São Vicente, Guarujá e Cubatão, enviou um ofício ao Ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, pedindo medidas urgentes quanto à pandemia do novo coronavirus no Porto de Santos, o maior do país. O Sindicato cancelou a assembleia que seria realizada nesta segunda-feira (23) e que discutiria uma possível greve dos trabalhadores portuários por 30 dias por conta da doença. As operações ocorrem normalmente no cais santista.

Presidentes dos sindicatos do Porto de Santos, do Órgão Gestor de Mão de Obras (Ogmo) e representantes da Prefeitura de Santos e da Autoridade Portuária se reuniram na sexta-feira (20) para discutir ações a serem tomadas durante a pandemia.

Durante o encontro, os sindicatos apresentaram reivindicações que visavam a saúde dos trabalhadores e apresentaram uma preocupação em relação aos trabalhadores avulsos, que ficarão desassistidos em razão da quarentena no Porto de Santos, pois apenas recebem remuneração, mediante trabalho realizado.

A Santos Port Authority (SPA), Autoridade Portuária do Porto de Santos, disse que opera normalmente, dentro de critérios estabelecidos pelas autoridades de saúde de garantir maior proteção aos trabalhadores, sejam portuários, funcionários de empresas, caminhoneiros e outros colaboradores. Estão mantidas todas as atividades de movimentação de cargas em navios, caminhões e trens. Os acessos marítimo, rodoviário e ferroviário estão abertos sem qualquer restrição.