Em alto-mar, demanda forte até 2022

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Dados compilados pela Acobar junto ao Departamento de Portos e Costas (DPC), da Marinha do Brasil, indicam que há 690 mil barcos ativos no país. O número abrange embarcações de todos os portes e finalidades.

A demanda por lanchas e iates, que cresceu no ano passado, continua aquecida nos primeiros meses deste ano. O isolamento social, as restrições a viagens e até os juros baixos são apontados pelos fabricantes como razões para o aumento das vendas de barcos de luxo.

“Compre um barco e ganhe uma ilha”. O slogan, cunhado por um amigo, é usado por Eduardo Colunna para justificar o aquecimento do mercado de lanchas e iates no Brasil. “O barco não deixa de ser uma forma de isolamento”, diz o executivo do ramo e presidente da Associação Brasileira dos Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar).

Duas das maiores empresas do segmento no país – a brasileira Intermarine e a italiana Azimut – não só passaram incólumes pela recessão de 2020 como seguem com a carteira de encomendas abarrotada. Colunna estima que a receita do segmento tenha crescido 20%, em média, no ano passado ante 2019.

Depois da inquietação provocada no primeiro semestre pela chegada da pandemia ao Brasil, os fabricantes de barcos perceberam um aumento da procura pelo produto entre julho e agosto, conta o presidente da Acobar. A partir de setembro, a procura se converteu em negócios.