Coronavírus: Praticagem de São Paulo alinhada aos cuidados e proteção

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Segundo a Praticagem, é importante observar que o tempo de incubação desse vírus é bem inferior à duração da viagem marítima Brasil-China.

A Praticagem do Estado de São Paulo solicitou às agências marítimas e armadores informações sobre a existência de tripulantes de navios provenientes de regiões de risco com sintomas do coronavírus ou que embarquem nos portos de Santos ou São Sebastião vindos da China por avião, uma vez que o vírus pode permanecer incubado por até duas semanas. Além disso, adotou medidas especiais para garantir a segurança pessoal de sua equipe, como manter à disposição, na Ponte de Embarque, de Equipamentos de Proteção Individual como máscaras, luvas especiais e óculos para embarcar nos navios.
Os procedimentos visam aumentar a segurança dos práticos e da população da região, ao evitar o risco de contaminação e impedir que os práticos sejam vetores da disseminação da doença.

Precauções e sugestões

A partir do Informe apresentado pela Sociedade Brasileira de Infectologia sobre o coronavírus, e enquanto as autoridades não têm informações mais precisas, a Praticagem do Estado de São Paulo adotou procedimentos para evitar o risco de contaminação, uma vez que os práticos realizam o trabalho em navios que chegam de vários portos internacionais, incluindo os navios chineses.

Segundo a Praticagem, é importante observar que o tempo de incubação desse vírus é bem inferior à duração da viagem marítima Brasil-China. Assim sendo, se algum tripulante tiver sido infectado no dia da saída na China, provavelmente já chegará em Santos em estado grave. Há, ainda, um potencial risco na troca de tripulantes de navios em Santos, considerando a possibilidade de marítimos infectados virem de avião sem que ainda apresentem sintomas.

A partir dessas constatações, a Praticagem de São Paulo enviou ofícios ao Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo, ao Centro nacional de Navegação Transatlântica, com cópia para a Capitania dos Portos de São Paulo e Agência de Vigilância Sanitária, para que informem:

A existência de tripulantes provenientes de regiões de risco com sintomas, que podem variar desde casos assintomáticos, casos de infecções de vias aéreas superiores semelhantes ao resfriado e até casos graves com pneumonia e insuficiência respiratória aguda, com dificuldade respiratória e/ou;

Sempre que algum navio receber tripulantes nos portos de Santos ou São Sebastião, vindos da China por avião, independentemente de apresentarem sintomas, uma vez que o vírus pode permanecer incubado por até duas semanas.