Neuroeducando promove evento inédito que utiliza o skate adaptado como ferramenta para inclusão

0
43
IMPRIMIR
A apresentação será no dia 30 (sábado) das 15 às 17 h no Pelotas Skate Park – Parque Dom Antônio Zattera, e em Rio Grande dia 31 (domingo) das 10 às 12 h no Cassino Skate Park na Avenida Atlântica / Skate Anima-Divulgação

O evento é promovido pela Clínica Neuroeducando com sede em Rio Grande e que recentemente inaugurou em Pelotas o Centro Interdisciplinar de Terapias Lúdicas Neuroeducando Ludic Therapy. Ambas unidades são compostas por uma equipe interdisciplinar formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogas, psicopedagoga, musicoterapeuta, educador físico, nutricionista e acompanhante terapêutico, que visam acima de tudo, o brincar feliz e que o paciente tenha momentos de alegria, entusiasmo e motivação durante seu desenvolvimento e reabilitação.

Essa abrangência de terapeutas faz com que a Neuroeducando seja um diferencial na região sul do Brasil ao se tratar de atendimento especializado e direcionado a crianças e adolescentes atípicos.

Encerrando as atividades comemorativas do mês de inauguração, no dia 30 de julho, sábado, será oportunizada às pessoas com deficiência física, auditiva, visual, intelectual ou múltipla, uma experiência incrível. A Neuroeducando traz a Pelotas o Projeto SKATEANiMA (https://www.instagram.com/skate_anima/) promovido com a parceria do STUDiO NEURO propiciando a vivência do skate através de adaptações, que são desenvolvidas e utilizadas a atender as necessidades específicas de cada indivíduo.

Um pedido inusitado

O projeto que permite unir brincadeira, esporte e inclusão, nasceu há cinco anos, durante um atendimento feito pelo fisioterapeuta Stevan de Melo Pinto de Porto Alegre, idealizador da iniciativa. Em 2015, ele atendia uma adolescente na época com 12 anos, que possui paralisia cerebral. Quando ela pediu a Stevan para que levasse seu skate para que ela pudesse aprender a andar, ele pensou que não havia compreendido direito. Ela insistiu. Estava decidida a aprender a andar de skate.

Ao ouvir o desejo da paciente sentiu-se desafiado. “Quando ela me fez esse pedido eu até pensei se tinha mesmo entendido certo. Ela não só queria andar de skate, mas de pé, e não sentada. Eu saí com aquilo na cabeça, fui com esse desafio para casa”, relatou Stevan.

O fisioterapeuta Stevan Pinto e o psicólogo Daniel Paniagua com o aluno Renan Prasido – Reprodução/Acervo Pessoal

O fisioterapeuta passou a pensar em uma ideia para que a menina, que utiliza cadeira de rodas, pudesse ficar em pé e experimentar o esporte. Decidiu adaptar o andador, que era usado nos treinos, e acoplar o skate embaixo. E foi um sucesso. O Skate Anima permite que as crianças e adolescentes, com diferentes tipos de deficiência experimentem o esporte.

O equipamento é adaptado de acordo com a realidade de cada um. Alguns necessitam de mais suportes e outros apenas de um encorajamento. Com três tipos de atividades, workshops, aulas em grupo em parceria com instituições e sessões individuais, o Skate Anima calcula já ter impactado uma média de 600 crianças.

Além de andar de skate, como parte das aulas, as crianças aprendem como montar um skate. A ideia é estar apto a atender todas as deficiências, observando todas as potencialidades da criança.

SEDE DA NEUROEDUCANDO EM PELOTAS – RS