Praticagem de Pernambuco apoia afundamento de embarcações para pesquisa e turismo

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A área escolhida para os naufrágios apresenta baixa densidade de vida e vai permitir a consolidação de arrecifes artificiais, atraindo diversas espécies marinhas para o local

Duas embarcações de pesquisa – sem uso e deterioradas – foram afundadas em operação conduzida por autoridades com apoio da Praticagem de Pernambuco. A ação, no dia 16 de setembro, foi a melhor opção pensando-se na conservação ambiental, na continuidade de pesquisas e no turismo.

Empregados por décadas como veículos da ciência brasileira, os navios Riobaldo e Natureza estavam, desde 2006, no píer do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Marinha do Nordeste (Cepene) e foram afundados com uso de explosivos pela Polícia Federal, a cerca de sete quilômetros da costa e a uma profundidade de 27 metros. As embarcações ficaram a 40 metros uma da outra.

A iniciativa conjunta envolveu a Marinha do Brasil, o Ministério do Meio Ambiente, o ICMBio, o Ibama, a Embratur e o Departamento de Oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco.

A área escolhida para os naufrágios apresenta baixa densidade de vida e vai permitir a consolidação de arrecifes artificiais, atraindo diversas espécies marinhas para o local; favorecendo, assim, o acompanhamento do fenômeno por pesquisadores e o fomento ao turismo relacionado às atividades de mergulho.

A Praticagem de Pernambuco disponibilizou a Lancha de Prático empregada para transbordo das equipes e assessoria técnica na faina de reboque. Além disso, contribuiu com o planejamento que levou ao sucesso da operação, ampliando o número de navios afundados no Programa Nacional de Recifes Artificiais.

O chamado parque dos naufrágios artificiais de Pernambuco conta agora com 14 navios. No futuro, está prevista uma exposição no Cepene com as peças das duas embarcações.

Fonte: CONAPRA