JN mostra o encontro da lama com o mar no Espírito Santo

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Técnicos da Marinha e de universidades brasileiras querem avaliar os efeitos da enxurrada de lama na qualidade da água do mar

Na guerra contra a poluição da lama, a batalha agora acontece em alto-mar. Em lugar de soldados, pesquisadores da Marinha e de algumas das mais importantes universidades brasileiras. O navio segue para o campo de batalha, escoltado por golfinhos.

As armas são de última geração: 28 equipamentos capazes de produzir informação confiável sobre a qualidade da água que mudou de cor, destruindo a vida no litoral do Espírito Santo.

Nunca houve uma expedição cientifica como essa no Brasil. O navio de pesquisa da Marinha custou U$ 75 milhões. Ficou pronto em março de 2015 em Cingapura. Deu meia volta ao mundo e chegou ao Brasil pra num primeiro momento fazer missões exploratórias protocolares na área da oceanografia.

Oito meses depois, os equipamentos reunidos na embarcação vão ajudar os cientistas a determinar com precisão o tamanho dos impactos causados pelos rejeitos de minério que vazaram no Rio Doce e chegaram até o mar.

“Nossa intenção é mapear o problema, realmente delimitar até onde a lama está se estendendo, e também tentar detectar ali qual a intensidade da contaminação da água”, afirma o comandante Aloizio Maciel de Oliveira Jr.

Foram cinco horas de viagem até as proximidades da foz do Rio Doce. A nove quilômetros do litoral, a embarcação se mantém à distância da mancha para que a lama não danifique os motores.

Começam as operações. Cilindros que parecem artefatos militares são na verdade recipientes que coletam água do mar em diferentes profundidades. É para medir o impacto causado pela lama nas mais diferentes espécies de vida e nos nutrientes que estão na base da cadeia alimentar dos seres do mar. O perigo é a contaminação reduzir a quantidade desses organismos.

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