Invisíveis a radares com alto poder de fogo: veja como serão os navios construídos pela Marinha em Itajaí

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                             Fragata em atividade (foto: Marinha do Brasil, Divulgação)

O projeto bilionário que vai reativar a indústria de construção naval em Santa Catarina deu o primeiro passo com a assinatura de contrato entre a Marinha do Brasil e o consórcio Águas Azuis, que construirá em Itajaí quatro navios militares. Nos próximos meses, o projeto executivo será definido, e os últimos detalhes ajustados para a fase mais esperada: a das contratações.

Serão gerados, diretamente, até dois mil postos de trabalho no auge da produção. E outros 8 mil empregos indiretos – o contrato vai até 2028. Um número expressivo para um setor que cresceu no embalo do boom econômico do país, com as encomendas do setor de petróleo e gás, e viu a atividade naufragar num ritmo ainda mais acelerado do que a crise.

fragatas
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(Foto: Angela Prestes, Arte NSC Total)

Cenário nacional

O estaleiro Oceana, onde as fragatas da Marinha serão construídas, chegou a ter 1,8 mil empregados. Hoje os funcionários podem ser contados nos dedos das mãos. Itajaí e Navegantes, que concentram o polo da indústria de construção naval em Santa Catarina, já tiveram 10 mil pessoas empregadas no setor. Hoje, não passam de 1,5 mil.

O cenário da indústria é nacional. Não por acaso, o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco questionou o resultado da licitação que escolheu o consórcio Águas Azuis ao Tribunal de Contas da União (TCU), numa tentativa de impedir a assinatura de contrato. A representação foi arquivada.

Embora as dimensões das fragatas sejam similares às dos rebocadores, que eram construídos pelo Oceana, o estaleiro passará por algumas adaptações pontuais para receber os novos projetos. A expectativa é que a linha de produção esteja ativa em 2021.

Os currículos, no entanto, já chegam há meses ao estaleiro. E vêm de todo o país. Quando desmobilizou os postos de trabalho, com o fim das encomendas do setor de petróleo, a Oceana comunicou aos empregados que eles teriam preferência quando houvesse reativação. Paul Kempers, diretor executivo da empresa, diz que o estaleiro pretende cumprir a promessa.

O consórcio Águas Azuis é capitaneado pela alemã Thyssenkrupp Marine System e pelas brasileiras Embraer e Atech. A opção pelo estaleiro Oceana e entregou ao Estado uma oportunidade única de reacender os negócios no setor naval.

Fonte: Dagmara Spautz / NSC