Domo de calor avança na América do Sul e se aproxima do Brasil

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Massa de ar quente elevou as temperaturas na Argentina e contribuiu para incêndios recordes no Chile; sul do Brasil deve ser a área mais afetada.
O Brasil deve voltar a registrar calor extremo nos próximos dias, em especial nos estados do Sul. A chegada de uma grande massa de ar quente, um “domo de calor”, vinda da Argentina pode elevar as temperaturas para a casa dos 40oC em algumas áreas do Rio Grande do Sul.

O calor tem sido intenso nos últimos dias. De acordo com a MetSul Meteorologia, o oeste gaúcho experimentou temperaturas acima dos 36oC no último sábado (3/2), com a maior máxima registrada em Quaraí (39,8oC). Em Porto Alegre, os termômetros chegaram aos 35oC na região do Jardim Botânico. No domingo, os termômetros subiram para mais de 37oC na maior parte do estado.
A expectativa é de que as temperaturas sigam mais altas do que o normal ao longo desta semana no Rio Grande do Sul, já que o centro da bolha de calor deve se deslocar gradualmente do nordeste argentino para o Sul brasileiro. O calor pode persistir até a semana que vem.

A Argentina tem passado por um sufoco nas últimas semanas por conta do forte calor. As altas temperaturas colocaram dez províncias em alerta vermelho de atenção pelo Serviço Meteorológico Nacional (SMN), com grande parte do centro, oeste e norte do país sob o calor intenso. As máximas chegaram a 39oC na região de Buenos Aires, um patamar incomum para a capital argentina mesmo nos verões mais fortes.

O calor tem pressionado o fornecimento de energia elétrica e causado cortes de energia na província de Buenos Aires e na capital argentina. Segundo a MetSul, na última 5ª feira (1º/2), quase 60 mil usuários ficaram sem energia elétrica no período da tarde, quando os termômetros se aproximavam dos 38oC. O país teve que importar energia do Brasil para atender à demanda crescente.

As temperaturas mais altas também contribuíram para o pior desastre natural do Chile desde o terremoto de 2010. O calor intenso facilitou a proliferação de incêndios florestais no centro e no sul do país. De acordo com o governo chileno, até a tarde desta 2ª feira (5/2), ao menos 122 pessoas perderam a vida por conta dos focos de fogo. “Estamos diante de uma tragédia de grande magnitude”, lamentou o presidente Gabriel Boric, que decretou estado de emergência na semana passada por conta dos incêndios.

A região de Valparaíso é a área mais atingida pelo fogo, concentrando mais de 35% dos focos ativos no país. O fogo consumiu áreas residenciais, o que elevou as perdas humanas. O número de óbitos pode subir ainda mais, já que há centenas de pessoas que seguem desaparecidas.

Neste verão, o Chile acumula 521 km2 de área incendiada, um número distante dos cerca de 4 mil km2 registrados no ano passado, mas muito mais mortal por conta da velocidade com que o fogo se alastrou e das condições climáticas que dificultam o combate às chamas.
O impacto dos incêndios no Chile foram destacados por Bloomberg, CNN Brasil, CNN em espanhol, Exame, Folha, g1, Reuters e VEJA. Já Climatempo, Estadão, Globo Rural, Metrópoles, O Globo e UOL, entre outros, repercutiram a chegada do domo de calor ao Sul do Brasil.

Fonte: Clima Info