Um banhado e sua biodiversidade

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Com o título na capa VIDA LONGA AO BANHADO DO MAÇARICO, na  edição de final de semana (09 e 10/10), o jornal Zero Hora do Grupo RBS, publicou uma reportagem especial de duas páginas sobre a  mais nova Unidade de Conservação do Rio Grande do Sul que está localizada em Rio Grande próxima a reserva Ecológica do Taim.

A implantação da UC vem em boa hora uma vez que os dados das medições do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), revelam que somente 47,3% da vegetação nativa do Pampa gaúcho está preservada.

Dados apontam também para o aumento no número de queimadas nos oito primeiros meses de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018, saltando de 593 para 981 focos de incêndio, um crescimento de 65%. É o maior índice desde 2009.O que demonstra que a conservação do bioma não tem sido prioridade para as autoridades.Apenas 3% desse bioma está inserido em áreas de preservação no Brasil.

A implantação da UC do Maçarico embala antigos sonhos do jornalista,ambientalista e produtor rural Eduardo Peixoto de desenvolver no local projetos sustentáveis juntamente com a comunidade, como o melhoramento dos campos nativos e a polinização por meio das abelhas sem ferrão.Peixoto é proprietário da estância  Santa Maria & Isabella localizada na região e um feroz defensor das boas práticas.”Tenho mais de 80% de área nativa em minha estância. Em vez de achar ruim a criação de uma unidade de conservação, é muito melhor pensar em como isso pode trazer benefícios para o seu próprio campo”, relatou Peixoto.

O projeto ganhou um apoio de peso, de Pedro Fruet, vencedor do Prêmio Internacional da fundação inglesa Whitley Found for Nature, intitulado “Construindo pontes para incentivar a coexistência com o boto de Lahille no sul do Brasil”. Fruet também é secretario do Meio Ambiente da prefeitura do Rio Grande/ RS.” São dois projetos embrionários que já estão ganhando corpo. Com a polinização queremos impulsionar o desenvolvimento de emprego e renda na região e também trazer benefícios para os produtores que aqui estão em harmonia com a  conservação da biodiversidade”, disse Fruet ao jornal Zero Hora.

Proteger uma região única, salvaguardar um solo de ótima qualidade, auxiliar e estreitar laços com o homem do campo são fundamentais para tornarmos o Pampa gaúcho em um grande bioma.

CONHEÇA O BANHADO DO MAÇARICO