Toninha aparece morta em SP com um lacre de garrafa pet preso na boca

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Uma toninha apareceu morta em Praia Grande, no litoral de São Paulo. A toninha, que parece um golfinho menor, tinha um lacre de garrafa pet preso na boca. O Instituto Biopesca, que monitora a costa brasileira, também identificou sinais de desnutrição e a presença de plásticos no aparelho digestivo. A espécie está ameaçada de extinção.

Esse problema também apareceu em peixes do Rio Tietê, em São Paulo. O maior e mais poluído rio paulista tenta respirar no meio de tanta sujeira. Por dia, são despejadas na região da capital e região metropolitana quase 500 toneladas de esgoto e lixo doméstico.

Especialistas afirmam que é tanto lixo despejado que fica até difícil calcular o prejuízo ao meio ambiente. Uma pesquisa feita por biólogos da região mostrou o impacto dessa sujeira nos peixes.

Os biólogos já percorreram 30 quilômetros dos rios da região de Sorocaba e coletaram 17 espécies de peixes. No laboratório, encontraram na barriga dos animais pedaços de plástico, a maioria com menos de cinco milímetros – são os microplásticos.

“Nós acreditávamos que esse plástico acabava se degradando e o microplástico se concentrasse mais na foz dos rios e nos oceanos, o que não é bem o que acontece. Os microplásticos podem conter alguns tipos de contaminantes de poluentes, e eles acabam concentrando esses poluentes e esses poluentes acabam chegando até quem ingerir isso”, disse o biólogo e pesquisador Welber Smith.

A sujeira dos rios também vai para o mar. Segundo as Nações Unidas, por ano, mais de oito milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos em todo o mundo. É como se, a cada minuto, a carga de um caminhão de lixo cheio de plástico fosse jogada na água.

“Esta época do ano, por exemplo, que é época de chuva e é uma época de grande consumo de presentes embalagens, enfeites de Natal, é a pior época para os rios porque tudo isso que foi consumido num curto espaço de tempo vai ser descartado no ambiente de forma irregular, vai parar nos rios e vai ficar muito tempo nos rios. Quem é que vem retirar esse material depois?”, pergunta Malu Ribeiro, coordenadora de Águas do SOS Mata Atlântica.

Fonte: Jornal Nacional