Sulnorte investe em dez novos rebocadores

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A frota atual da Sulnorte, que presta serviços de atracação e desatracação de navios e reboques oceânicos, é composta por 20 rebocadores próprios

 Com o objetivo de renovar e expandir a frota, a Sulnorte, tradicional empresa de rebocadores controlada pelo Grupo H. Dantas e a segunda mais antiga do Brasil, anuncia a aprovação de seu projeto para a construção de dez novos rebocadores portuários RAmparts 2500 por parte do Conselho do Fundo de Marinha Mercante. Com investimento de R$ 321 milhões, as embarcações deverão ser construídas no Estaleiro Rio Maguari, no Pará, e terão 75 toneladas de tração estática (TTE).

A Sulnorte sempre investiu na atualização de sua frota como contrapartida de seus resultados, de forma responsável e sustentável. Ao longo de 42 anos de história, foram diversos ciclos de novas construções, além de modernizações e jumborizações.  Neste novo ciclo, o objetivo principal da Sulnorte é a renovação de parte da frota, acompanhando a expansão do agronegócio brasileiro, estando pronta para participar das soluções logísticas que surgirem.

A empresa busca também reforçar a posição nos doze portos em que atua, consolidando importantes atuações nestes mercados e expandindo seletivamente os serviços prestados em novos portos. 

Os novos rebocadores terão 25 metros de comprimento e 12 metros de boca, com projeto elaborado pelo renomado engenheiro naval canadense Robert Allan, parceiro da Sulnorte há mais de 20 anos. A expectativa é que o primeiro rebocador seja entregue até abril de 2021 e o projeto seja totalmente finalizado em quatro anos.

“Temos observado com muito interesse a realização de obras importantes que destravam desafios logísticos, como, por exemplo, a conclusão da BR-163. Acreditamos que a mudança geográfica na produção e escoamento do nosso agronegócio, como o Arco do Norte do Brasil, começa a gerar grandes desafios associados ao crescente fluxo de exportações. Nesse sentido, acreditamos que a região Norte representa uma solução logística competitiva para essa nova fronteira e, portanto, é uma importante área potencial de expansão para as operações da Sulnorte”, comenta Luiz Felipe Antunes de Gouvêa, CEO da Sulnorte.

“A aliança com a Sulnorte é fundamental para a nossa estratégia de diversificação que está em curso. Nossos objetivos são diminuir a concentração do mercado de construção naval exclusivamente fluvial, que forma nossa carteira de encomendas, e a entrada no seleto grupo de estaleiros com capacidade para a construção de rebocadores portuários de última geração, inclusive para o mercado externo”, afirma Fabio Vasconcellos, diretor comercial do Estaleiro Rio Maguari. “A encomenda dos dez rebocadores coloca definitivamente a Região Norte e, especificamente, o estado do Pará em destaque no mapa da construção naval brasileira. Além disso, mostra nossa capacidade em atender as demandas interna e externa para esse tipo de embarcação em uma região já tradicionalmente conhecida pela qualidade e pontualidade nas entregas de embarcações fluviais”, complementa.

 A frota atual da Sulnorte, que presta serviços de atracação e desatracação de navios e reboques oceânicos, é composta por 20 rebocadores próprios, e, em sua maioria, construída em estaleiro próprio, localizado em Barra dos Coqueiros, em Sergipe.

“Ainda que a nossa frota esteja totalmente adequada para atender aos contratos e compromissos que temos, observamos mudanças de normativas e crescimento de alguns tipos de embarcações, principalmente os navios de contêineres. Isso tem provocado mudanças nas normas de acesso aos portos, o que exige rebocadores maiores. Assim, precisamos nos adequar às normas para cumprir o regulamento de alguns portos brasileiros. Esse novo projeto vai ao encontro do futuro do setor marítimo”, destaca Gouvêa. “Vale registrar, ainda, nossa capacidade técnica. A maioria dos funcionários que trabalhou na construção dos rebocadores do nosso último ciclo de renovação está escalada para este projeto”, reforça Gouvêa.