Soja represada estimulará vendas de silo-bolsa

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A argentina Ipesa, líder no mercado nacional de silos-bolsa, equipamento portátil para grãos, espera ganhar com o impasse que envolve a tabela de fretes no País. Com o debate indefinido sobre qual será o valor do transporte nos próximos meses, tradings reduziram as compras de soja. Os produtores não conseguiram terminar de vender a safra de verão e precisam de mais espaço para guardar o milho, que começa a ser colhido. “Nosso estoque hoje é duas vezes maior que nesta época de 2017, não só pela expectativa de vendas maiores nos próximos meses, mas por causa da seca na Argentina, que reduziu a produção no país”, diz Hector Malinarich, gerente comercial da empresa no Brasil. A expectativa dele é que de 13 mil a 15 mil silos-bolsa sejam vendidos de julho a setembro.

Fábrica. A Ipesa tem três plantas na Argentina e nenhuma no Brasil. Malinarich conta que a companhia poderá construir uma fábrica aqui em dois ou três anos. “Em 2018 prevemos vender 55 mil silos-bolsa. Demanda de 70 mil a 80 mil silos já compensaria ter estrutura no País”, avalia. A expectativa está atrelada à produção crescente no País, enquanto o investimento de produtores em silos metálicos não ocorre na mesma velocidade. Em 2017, a Ipesa faturou perto de US$ 350 milhões.

Expectativa. A uruguaia Pacifil também é otimista com a demanda futura por silos-bolsa no Brasil. Mas conta com o avanço dos trabalhos de colheita do milho safrinha. “Aí poderemos ter maior procura. Por ora nossa produção não cresceu porque a safra de milho atrasou uns 30 dias”, conta Harti Lenhardt, gestor de Negócios no País.