Safra de grãos de 2019/20 deve alcançar recorde histórico de 257,8 milhões de toneladas

0
122
IMPRIMIR
O movimento de caminhões rumo ao Porto de Paranaguá para desembarcar a safra de grãos 2009/2010 – que deverá ser recorde – aumentou quase 200% entre a semana passada e esta

A safra de grãos de 2019/20 deve alcançar recorde histórico de 257,8 milhões de toneladas, liderada pela soja, pelo milho e algodão. Esse volume é 4,5% ou 11 milhões de toneladas superior ao da safra passada. A informação faz parte do 12º Levantamento de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A evolução do recorde deve-se ao aumento de 4,2% na área plantada, aliado ao ganho de 0,3% na produtividade. Ainda faltam os resultados das culturas de inverno, principalmente o trigo, que passam por etapas que vão da fase vegetativa à finalização de colheita. Também contam para essa consolidação as culturas da região de Sealba (Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia).

A soja, que situa o país no patamar de maior produtor mundial, garante um novo recorde com a produção estimada em 124,8 milhões de toneladas e ganho de 4,3% em relação à safra 2018/19. Também o milho total caminha para situação semelhante, chegando a mais de 102 milhões de toneladas, dependendo ainda das lavouras cultivadas na região de Sealba, além de Pernambuco e Roraima. A participação desses estados é de algo próximo a 1,7% no consolidado nacional. A primeira safra já foi colhida e a segunda está em finalização.

Arroz

Para o arroz, a estimativa é de 11,2 milhões de toneladas e crescimento de 6,7% em relação à última safra. Com a colheita praticamente finalizada, 10,3 milhões de toneladas estão em áreas de cultivo irrigado e cerca de 900 mil toneladas em plantio de sequeiro.

O diretor de Abastecimento e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sílvio Farnese, destacou que não há risco de falta do produto no país e que a atual elevação dos preços é momentânea. “Não estamos com falta de produto. Estamos apenas com um momento de preços altos, motivados pelas exportações”, disse.

De acordo com o diretor, a importação de arroz com imposto zerado servirá para complementar o abastecimento no país. A Camex decidiu ontem (9) zerar o imposto de importação para cota de 400 mil toneladas de arroz (em casca e beneficiado) até 31 de dezembro de 2020. A proposta foi apresentada pelo Mapa.