Portos do Atlântico II

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Obras de ampliação permitirão a chegada de barcos cada vez maiores (os de maior capacidade atualmente transportam 18.000 contêineres), que exigem portos com maior calado

A ampliação do Canal do Panamá é um novo desafio para o setor marítimo latino-americano, pois permitirá a chegada de barcos cada vez maiores (os de maior capacidade atualmente transportam 18.000 contêineres), que exigem portos com maior calado. Para o Uruguai isso é essencial, já que por seu pequeno tamanho e população é um país que não proporciona carga suficiente para lotar esses gigantes do mar e necessita que em seus portos parem barcos de outras nações para somar tonelagem. O país põe em jogo sua capacidade exportadora para a Ásia. Assim como a Argentina e o Paraguai, a venda de grãos à China (essencialmente soja) se tornou sua principal fonte de divisas.O Uruguai, assim como a Argentina e o Paraguai, põe em jogo sua capacidade exportadora para a Ásia

Os sucessivos governos do Uruguai vêm promovendo o país como plataforma logística, oferecendo zonas livres de impostos e condições vantajosas para os operadores. Além de projetar um novo porto, em Montevidéu foram iniciadas obras para levantar um novo terminal de grãos e produtos de madeira com um custo de 100 milhões de dólares (cerca de 226 milhões de reais), assumidos por uma empresa privada. E o Uruguai proporciona ao Paraguai (país sem saída ao mar) um terminal próprio no Rio da Prata e busca um ambicioso acordo para captar o transporte fluvial dos minerais da Bolívia. O êxito dessa política provocou tensões com a vizinha Argentina, pois muitas empresas do país optaram por parar nos portos uruguaios.