Porto do Rio Grande opta por diretoria técnica

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Estima calcula em 100 dias o prazo para concluir levantamento de dados /ANDRÉ ZENOBINI/DIVULGAÇÃO/JC – Jornal do Comércio
por Jefferson Klein / Jornal do Comércio- RS
 
Nomeado como novo diretor-superintendente do porto do Rio Grande, o empresário Fernando Estima destaca que a formação das diretorias do complexo será baseada em critérios técnicos em áreas como a portuária, meio ambiente e administrativo-financeira.
 
Já foram convidados para compor as funções o coordenador-geral do Comitê Zona Sul do Programa de Qualidade e Produtividade, Cristiano Pinto Klinger, o servidor de carreira da extinta Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), Bruno Almeida, o coordenador da Regional Sul do ICMBio, Henrique Ilha, e Eduardo Teixeira Neto, que tem mais de 35 anos de experiência na área de Engenharia.
 
Já Estima, que é filiado ao PSDB, foi coordenador da Feira do Polo Naval, participou da construção do Arranjo Produtivo Local (APL) do Polo Naval e foi gestor da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo da prefeitura de Pelotas nos governos de Eduardo Leite e Paula Mascarenhas.
 
Jornal do Comércio – Quais serão suas metas no comando da Superintendência do Porto do Rio Grande?
 
Fernando Estima – A designação do governador (Eduardo Leite) é a prioridade pela gestão. Ele já deu os primeiros sinais autorizando que as contratações da diretoria (do porto) fossem técnicas. Depois, o nosso principal objetivo é tentar melhorar os índices de eficiência e qualidade de todos os serviços do porto. E estamos falando do porto do Rio Grande e de complexos como o de Porto Alegre, Pelotas, Cachoeira do Sul e do sistema hidroviário gaúcho.
 
JC – O que significa manter uma equipe técnica?
 
Estima – As diretorias foram cuidadosamente selecionadas por currículo, a pedido do governador. Com experiências em suas áreas: administrativa, operacional e em infraestrutura.
 
JC – O que pode ser feito para aprimorar o transporte fluvial no Estado? Estima – Tem que ser pactuado com o mercado, em conjunto (Estado e iniciativa privada). Com a hidrovia sinalizada, conseguiu-se fazer as operações de celulose, com a CMPC (que tem unidade em Guaíba), com o porto do Rio Grande. E ainda se fez a logística reversa em Pelotas, pegando toras. Esse é um exemplo. Assim como o terminal de contêineres Santa Clara (que fica situado no polo petroquímico de Triunfo) que pega cargas da grande Porto Alegre, levando até Rio Grande. Tem um potencial identificado, subutilizado, das nossas hidrovias. O processo que cabe ao Estado é mapear os interessados e disparar um conjunto de investimentos.
 
JC – Quanto tempo será necessário para fazer o mapeamento dos interessados em usar a via fluvial para o transporte de cargas no Rio Grande do Sul?
 
Estima – Já começamos esse trabalho com as secretarias de Gestão, de Transportes e de Desenvolvimento Econômico para que sejam cruzadas todas as informações, para que se debruce sobre um estudo que já existe, que é o Plano Estadual de Logística de Transportes (Pelt), e se veja como potencializar esse transporte.
 
JC – Esse é um trabalho para quanto tempo?
 
Estima – Nos primeiros 100 dias temos que ter isso.
 
JC – Pode haver ainda muitos problemas com a dragagem do porto (que esteve por mais de um mês suspensa, mas cuja retomada foi determinada recentemente pela Justiça Federal de Rio Grande)?
 
Estima – Não acredito. A paralisação, em um primeiro momento, pode ter sido vista como uma questão ruim, mas no meu entendimento não foi. Mostra que cada um dos órgãos está fazendo a sua parte. O Ministério Público, cuidando do incidente que ocorreu com a lama (que chegou até a praia do Cassino), despertou as autoridades para revisarem todos os procedimentos ambientais. O juiz, por precaução, mandou parar e escutar o Ibama, que é o licenciador ambiental, o Ibama, pediu dias, revisou processos, fez todas as observações e considerações. O juiz frente a todas as informações tomou a decisão de retomar a dragagem e agora nos basta cumprir a decisão judicial e continuar, durante o período da dragagem, com o monitoramento.
 
JC – O porto está preparado para escoar a safra agrícola este ano?
 
Estima – O porto está preparado. Os terminais concedidos estão, como de praxe, já organizados. No geral, nós tivemos um incremento de 4% na movimentação de cargas no ano passado (em relação ao período anterior). Isso prova que quem tem batido recorde é a agricultura no Rio Grande do Sul e o nosso papel é ajudar a escoar. Mas, toda a luta pela duplicação da BR-116 (via que diversos caminhões tomam para ir até Rio Grande) só faz sentido com a dragagem. Vamos trabalhar forte aqui também por um trecho da BR-392, de nove quilômetros, que ficou esquecido, que compreende a frente do porto e não foi duplicado.
Jefferson Klein Nomeado como novo diretor-superintendente do porto do Rio Grande, o empresário Fernando Estima destaca que a formação das diretorias do complexo será baseada em critérios técnicos em áreas como a portuária, meio ambiente e administrativo-financeira. Já foram convidados para compor as funções o coordenador-geral do Comitê Zona Sul do Programa de Qualidade e Produtividade, Cristiano Pinto Klinger, o servidor de carreira da extinta Superintendência de Portos e Hidrovias (SPH), Bruno Almeida, o coordenador da Regional Sul do ICMBio, Henrique Ilha, e Eduardo Teixeira Neto, que tem mais de 35 anos de experiência na área de Engenharia. Já Estima, que é filiado ao PSDB, foi coordenador da Feira do Polo Naval, participou da construção do Arranjo Produtivo Local (APL) do Polo Naval e foi gestor da secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo da prefeitura de Pelotas nos governos de Eduardo Leite e Paula Mascarenhas. Jornal do Comércio – Quais serão suas metas no comando da Superintendência do Porto do Rio Grande? Fernando Estima – A designação do governador (Eduardo Leite) é a prioridade pela gestão. Ele já deu os primeiros sinais autorizando que as contratações da diretoria (do porto) fossem técnicas. Depois, o nosso principal objetivo é tentar melhorar os índices de eficiência e qualidade de todos os serviços do porto. E estamos falando do porto do Rio Grande e de complexos como o de Porto Alegre, Pelotas, Cachoeira do Sul e do sistema hidroviário gaúcho. JC – O que significa manter uma equipe técnica? Estima – As diretorias foram cuidadosamente selecionadas por currículo, a pedido do governador. Com experiências em suas áreas: administrativa, operacional e em infraestrutura. JC – O que pode ser feito para aprimorar o transporte fluvial no Estado? Estima – Tem que ser pactuado com o mercado, em conjunto (Estado e iniciativa privada). Com a hidrovia sinalizada, conseguiu-se fazer as operações de celulose, com a CMPC (que tem unidade em Guaíba), com o porto do Rio Grande. E ainda se fez a logística reversa em Pelotas, pegando toras. Esse é um exemplo. Assim como o terminal de contêineres Santa Clara (que fica situado no polo petroquímico de Triunfo) que pega cargas da grande Porto Alegre, levando até Rio Grande. Tem um potencial identificado, subutilizado, das nossas hidrovias. O processo que cabe ao Estado é mapear os interessados e disparar um conjunto de investimentos. JC – Quanto tempo será necessário para fazer o mapeamento dos interessados em usar a via fluvial para o transporte de cargas no Rio Grande do Sul? Estima – Já começamos esse trabalho com as secretarias de Gestão, de Transportes e de Desenvolvimento Econômico para que sejam cruzadas todas as informações, para que se debruce sobre um estudo que já existe, que é o Plano Estadual de Logística de Transportes (Pelt), e se veja como potencializar esse transporte. JC – Esse é um trabalho para quanto tempo? Estima – Nos primeiros 100 dias temos que ter isso. JC – Pode haver ainda muitos problemas com a dragagem do porto (que esteve por mais de um mês suspensa, mas cuja retomada foi determinada recentemente pela Justiça Federal de Rio Grande)? Estima – Não acredito. A paralisação, em um primeiro momento, pode ter sido vista como uma questão ruim, mas no meu entendimento não foi. Mostra que cada um dos órgãos está fazendo a sua parte. O Ministério Público, cuidando do incidente que ocorreu com a lama (que chegou até a praia do Cassino), despertou as autoridades para revisarem todos os procedimentos ambientais. O juiz, por precaução, mandou parar e escutar o Ibama, que é o licenciador ambiental, o Ibama, pediu dias, revisou processos, fez todas as observações e considerações. O juiz frente a todas as informações tomou a decisão de retomar a dragagem e agora nos basta cumprir a decisão judicial e continuar, durante o período da dragagem, com o monitoramento. JC – O porto está preparado para escoar a safra agrícola este ano? Estima – O porto está preparado. Os terminais concedidos estão, como de praxe, já organizados. No geral, nós tivemos um incremento de 4% na movimentação de cargas no ano passado (em relação ao período anterior). Isso prova que quem tem batido recorde é a agricultura no Rio Grande do Sul e o nosso papel é ajudar a escoar. Mas, toda a luta pela duplicação da BR-116 (via que diversos caminhões tomam para ir até Rio Grande) só faz sentido com a dragagem. Vamos trabalhar forte aqui também por um trecho da BR-392, de nove quilômetros, que ficou esquecido, que compreende a frente do porto e não foi duplicado. – Jornal do Comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/667111-porto-do-rio-grande-opta-por-diretoria-tecnica.html)