Política de conteúdo local aumenta custos operacionais, diz pesquisa

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69,23% acreditam que o parque industrial brasileiro não está preparado para atender à demanda exigida pelo índice de nacionalização

Tema de muitas discussões entre os empresários e representantes do setor de petróleo e gás, a política de conteúdo local do governo federal — que estabelece às empresas metas de aquisição de bens e serviços nacionais — tem o apoio de 68% dos executivos entrevistados pela mais recente pesquisa da PwC. No entanto, o estudo também revela que 69,23% acreditam que o parque industrial brasileiro não está preparado para atender à demanda exigida pelo índice de nacionalização.

 

A pesquisa realizada com 30 empresas entre fornecedores e operadoras no Brasil teve o objetivo de analisar como a política é vista pela indústria de petróleo e gás. Apesar de a maioria ser favorável à existência de percentual mínimo de conteúdo local, quase 70% consideram que as regras não são claras e cerca de 90% destacam que a cota eleva os custos para exploração e desenvolvimento de seus negócios no país.”Realizamos essa pesquisa para colocar um norte nas discussões sobre esse tema e concluímos que apesar de as empresas enxergarem vantagens que justificam a existência da política, como o fortalecimento da indústria nacional, a maioria delas critica o acréscimo de custo”,afirma Marcos Panassol, líder de Oil and Gas da PwC.

Segundo o levantamento, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) relatou que no segundo trimestre de 2011 foram certificados bens e serviços no valor de R$ 3,2 bilhões e devido às regras de conteúdo local, 70% deles tiveram de ser contratados junto a fornecedores brasileiros.