Operação para rastrear produtos perigosos começa no Porto de Santos

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A Operação Relíqua iniciou na tarde de segunda-feira (21) o mapeamento de cargas perigosas no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Os trabalhos devem durar cerca de três semanas. A ação, que será coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), está sendo realizada após a explosão no Porto de Beirute, no Líbano, possivelmente causada por nitrato de amônio, e que despertou preocupação nas autoridades brasileiras.

A operação é realizada todo ano pelo Ibama com o objetivo de localizar e vistoriar cargas importadas que foram abandonadas ou retidas, e que podem ocasionar riscos ao ambiente e à saúde das pessoas. Porém, a explosão no Porto de Beirute chamou a atenção do órgão ambiental, que decidiu destinar os esforços à fiscalização do nitrato de amônio e de produtos perigosos.

A operação é realizada todo ano pelo Ibama com o objetivo de localizar e vistoriar cargas importadas que foram abandonadas ou retidas

A agente ambiental federal Ana Angélica Alabarce, responsável pelo Ibama na região, explica que a operação fará uma varredura em 55 terminais do cais santista e três empresas de Cubatão. A operação deve durar cerca de três semanas. Para isso, foram reunidos, pelo menos, 40 profissionais do Ibama, Exército e Marinha do Brasil, Antaq, Receita Federal, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, entre outros.

“Estamos tendo um controle muito grande para que toda a equipe atue com segurança. O Exército, responsável pelo controle de produtos perigosos, está há uma semana realizando uma operação, ligada à Relíquia, para averiguar o nitrato de amônio e outros produtos controlados em 23 empresas de Cubatão e Santos. Já a Marinha fará o trabalho dentro dos navios e, quando achar necessário, acionará a Relíquia”.

Ana Angélica explica que, quando ocorreu o acidente no Líbano, a população começou a cobrar como estavam as condições do Porto de Santos. No dia seguinte, ela se reuniu com diversas autoridades para organizar a operação. Além disso, também reuniu especialistas no assunto por todo o Brasil para participarem do projeto.

“Será um resultado muito bom, vamos verificar todas as cargas abandonadas. O que percebemos é que está tudo sob controle no cais santista. As pessoas não têm nada a temer. Santos é muito bem vigiada e o porto bem vistoriado. O que queremos verificar é se tem alguma carga esquecida, como estão sendo tratadas, como os resíduos são direcionados e como está a situação de transporte, armazenagem e condicionamento”.

Fonte: G1 Santos