Nova linha de transmissão permitirá melhor abastecimento de energia para o Distrito Industrial

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A linha percorre um trajeto de 24 km que começa na subestação da Quinta e se estende por toda a área portuária.

A duplicação da planta da Yara Brasil, no distrito industrial do Rio Grande, trouxe uma série de inovações para a unidade e também para o complexo portuário como um todo. Além de promover mais agilidade no processo de produção, a obra trouxe consigo uma linha de transmissão de energia que permitirá abastecer o Superporto com mais qualidade.

A linha percorre um trajeto de 24 km que começa na subestação da Quinta e se estende por toda a área portuária. Por conta de sua extensão e complexidade, a obra teve início em 2018 e tem a conclusão prevista para a primeira semana de maio deste ano.

De acordo com o gerente sênior de projetos da Yara, Isaías Costa, “o sistema de energia que abastece o polo industrial e o Cassino estava no limite de sua capacidade”. Essa situação, aliada à necessidade de crescimento das empresas, entre elas a Yara, e à demanda própria cidade fariam com que o limite dessa linha atual se extrapolasse.

“Dentro do protocolo da Agência Nacional de Energia Elétrica, toda a vez que existe um estouro de energia disponível, no caso de um investimento, a executante do investimento, no caso a Yara, assume a construção de uma nova linha ou o melhoramento da linha já existente para permitir o abastecimento”, completou Costa.

O benefício para o complexo portuário está no fato de que a empresa não utilizará toda a capacidade de energia, a qual poderá ser utilizada pelo terminais ou para viabilizar investimentos futuros. “A linha tem 50 megawatts de capacidade e a Yara irá consumir cerca de 18 megawatts desse total”, anunciou Isaías.

Construir uma linha de transmissão com essas características foi considerado um desafio, pois dos 24 km de extensão 20 deles passam pelo interior de propriedades rurais, onde existem matas e mangues. “Isso gerou também a necessidade de obtenção de licenças ambientais com uma série de requisitos obrigatórios”, lembrou o gestor.

“Nas áreas do distrito industrial também foram necessárias aprovações junto ao governo federal, já que a linha de transmissão costeia uma BR, além de acordos com a ANTT, com cada uma das empresas, com a Superintendência dos Portos do Rio Grande do Sul e uma série de licenciamentos, aprovações e anuências”, pontuou Isaías.

A obra tem um custo total estimado em cerca de R$ 23 milhões e as empresas interessadas na disponibilidade dessa energia poderão fazer uso seguindo as regras estabelecidas. “Essa linha deve trazer uma segurança de disponibilidade de energia para o complexo industrial para os próximos cinco a dez anos”, finalizou o gerente.

Para o superintendente da Portos RS Fernando Estima, “essa ampliação de infraestrutura irá permitir que todas as empresas e terminais portuários da região se beneficiem com o aumento da escala e com a segurança energética possibilitada. O resultado disso é que todos os modais logísticos e outras estruturas locais aumentem a rentabilidade e a movimentação segura das plantas envolvidas.”