Navios lançadores

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Estaleiros brasileiros estão descontentes com a decisão da Petrobras de fazer concorrência internacional para navios lançadores de tubos (PLSV, na sigla em inglês), um tipo de barco de apoio sofisticado que não sai por menos de US$ 300 milhões. Em recente disputa, de seis licitados, só um ficou no Brasil, no OSX do Norte fluminense e uma nova concorrência deverá ocorrer em breve.

O Sindicato da Construção Naval (Sinaval) emitiu nota, na qual pede planejamento para essas encomendas, de modo a permitir que os brasileiros tracem seus planos. Com a Europa em crise e os estaleiros asiáticos com custos baixos e subsídios governamentais, abrir a disputa para todo o planeta torna difícil a briga de estaleiros brasileiros.

A Wärtsilä, líder global no fornecimento de motores e prestação de serviços para navios e termoelétricas, foi contratada para fornecer soluções integradas de energia para seis navios lançadores de linha (PLV – Pipe Laying Vessel) que estão sendo construídos para operação em águas brasileiras. Os PLVs irão operar para a Petrobras, construindo oleodutos submarinos entre as unidades de produção e o litoral brasileiro. Os seis navios serão construídos por três armadores diferentes, em estaleiros na Holanda, Coreia do Sul e no Brasil.
“Nós fomos selecionados para fornecer para todos os seis navios do edital, para os quais os armadores, estaleiros e até o projeto naval serão diferentes”, diz Magnus Miemois, vice-presidente offshore de Ship Power. “Esta é uma realização notável por diversas razões. Em primeiro lugar, é o reconhecimento da experiência da Wärtsilä no fornecimento de soluções integradas confiáveis, eficientes e de alta qualidade. Esses contratos também fortalecem a base instalada da Wärtsilä no Brasil, que é totalmente apoiada pela nossa área de serviços local”.