Logística de combustível pode ter investimento de R$ 49 bi

0
232
IMPRIMIR
A consultoria aponta 22 projetos como prioritários, sendo oito deles na construção ou expansão de píeres e armazenagem de portos e terminais.

O crescimento do mercado de combustíveis exigirá investimentos de R$ 49,5 bilhões até 2030, na expansão da infraestrutura logística em portos, terminais, dutos e ferrovias, segundo a consultoria Leggio. Em meio à redução da presença da Petrobras no setor, a iniciativa privada deve assumir a liderança nesses novos aportes. Diante dessas perspectivas de negócios, a expectativa do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) é que uma nova indústria se desenvolva no país: a de operadores independentes de dutos.

“Num momento em que a Petrobras está vendendo suas refinarias, não é razoável esperar que será ela a fazer esses investimentos. Precisamos criar no Brasil uma nova indústria, com investimento privado. Não tenho dúvida que se trata de uma atividade atraente para a iniciativa privada”, afirma Alberto Guimarães, secretário-executivo de abastecimento do IBP, que contratou o estudo.

Ele cita que o compromisso assumido pela Petrobras, junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para vender metade de sua capacidade de refino, deve trazer para o mercado brasileiro uma diversificação de atores. E que esse cenário ajuda a criar um clima mais favorável para a vinda de investidores novos.

O estudo da Leggio, que será lançado hoje na Rio Pipeline, estima que o aumento do consumo de combustíveis líquidos demandará investimentos de R$ 12,3 bilhões em infraestrutura logística, como dutos, terminais e portos, e de R$ 37,2 bilhões em logística multimodal, sobretudo material rodante para transporte de cargas em trens e terminais específicos para ferrovias. Além disso, a consultoria prevê mais R$ 38,5 bilhões na construção de usinas de etanol e biodiesel, para atender as metas da política nacional de biocombustíveis (RenovaBio).