Livro resgata história de 170 anos da Capitania dos Portos de São Paulo

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Escrito pelo jornalista e pesquisador José Carlos Silvares, o livro conta ainda fatos diferenciados em suas 108 páginas

Uma pesquisa detalhada sobre a evolução da Capitania dos Portos de São Paulo, desde a sua criação por decreto imperial de 1857 até os dias atuais está contemplada em livro que é mais que um resgate histórico da mais importante unidade da Marinha do Brasil, instalada no Porto de Santos.

O livro traz registros da época da criação da Capitania e revela detalhes de cada uma de suas sete sedes em Santos, desde a primeira, em área do Arsenal de Marinha até a atual sede própria no cais santista, com farta documentação de imagens, tanto fotográficas como de telas do pintor Benedito Calixto.

, como o interessante relato do herói nacional tenente João Gomensoro Wandenkolk, filho do capitão dos Portos da época e que morreu ao defender a Esquadra brasileira durante a Batalha de Humaitá, na Guerra do Paraguai e está enterrado em Santos; trata de outros personagens da História do Brasil como José Bonifácio de Andrada e o Almirante Tamandaré e apresenta detalhes com farta iconografia de como eram o Porto e a Cidade de Santos no período de implantação da Capitania.

A relação completa dos capitães dos Portos também faz parte do livro, com as datas de suas gestões. E mostra ainda a dinâmica estrutura atual da Capitania, com suas divisões e departamentos, bem como seu novo distintivo com o pingente do Mérito Naval e o raio de sua jurisdição, abrangendo 379 municípios nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Em formato 30 por 30 centímetros, o livro tem caráter institucional e apresenta excelente qualidade gráfica e foi totalmente produzido pelo designer Paulo Henrique Farias. Os exemplares podem ser encontrados na sede da Capitania dos Portos, em Santos.

“Foi um grande prazer ter realizado esta obra, a convite da Capitania dos Portos de São Paulo”, diz o jornalista José Carlos Silvares. “Foram meses de pesquisas em acervos, jornais, bibliotecas e em pesquisas pessoais anteriores. E o resultado pode ser visto no livro, que tem ainda o depoimento de altas patentes da Marinha”.

Silvares, como jornalista, acompanhou grande parte da história da Capitania, desde 1973, quando iniciou as atividades jornalísticas e fazia a cobertura de ações e eventos no Porto de Santos. Tornou-se a partir daí especialista nas áreas de navegação e de serviços portuários. Sua estreia, em janeiro de 1974, curiosamente no mesmo dia da troca de comando na Capitania, foi a cobertura do incêndio do navio grego Ais Giorgis, um dos maiores acidentes ocorridos no porto santista.

Ele também é responsável pela pesquisa de 25 anos a respeito do maior naufrágio do Brasil em todos os tempos, e que motivou a edição do livro “Príncipe de Astúrias – o Mistério nas Profundezas”. E ainda do livro “Naufrágios do Brasil – uma Cultura Submersa”, com o relato de 35 naufrágios em sete estados brasileiros; “60 anos do Clube Estrela de Ouro”, sobre a colônia japonesa instalada em Santos; “50 anos da Fundação Lusíada”, sobre esta instituição santista.

Fonte: A Tribuna