Horst Faas mudou a maneira de se cobrir as guerras

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AP, Banco de Dados

Duas vezes vencedor do prêmio Pulitzer e repórter do Vietnã para a agência americana Associated Press (AP) durante 12 anos, o fotógrafo Horst Faas morreu na quinta-feira, aos 79 anos, em Munique, na Alemanha, informou sua filha Clare à agência na qual trabalhou durante quase meio século. A causa da morte não foi divulgada.

Faas tornou-se famoso pela crueza devastadora de suas fotos e por ter mudado para sempre a forma como o fotojornalismo olha para a guerra.

Faas nasceu na Alemanha e é mentor de alguns dos melhores fotógrafos de guerra do mundo. Suas imagens foram premiadas com o Pulitzer tanto no Vietnã, em 1965, quanto em Bangladesh , em 1972.

Ferido no sul do Vietnã em 1967, não desistiu de sua carreira, na qual dirigiu o trabalho de outros repórteres de sua época. Um deles foi Nick Ut, que venceu o Pulitzer em 1972 com a famosa imagem da menina vietnamita nua fugindo de um ataque de napalm.

Outro dos fotógrafos que formaram sua equipe foi Eddie Adams, autor de outra das fotografias mais conhecidas daquela guerra, a execução de um suspeito pelo chefe de polícia do Vietnã do Sul durante a ofensiva do Tet, em fevereiro de 1968.

Começou como repórter gráfico nas guerras do Congo e da Argélia, até que foi transferido a Saigon em 1962, onde chegou no mesmo dia que seu companheiro Peter Arnett, com quem formou uma dupla de trabalho durante quase 10 anos.

Em 1976, foi enviado a Londres como editor sênior para a Europa.

Aposentado desde 2004, é coautor de dois livros sobre fotógrafos de guerra mortos nos conflitos na Indochina: Requiem (1997) e Lost over Laos (2003)

Fonte: ZERO HORA