Falta de dragagem no rio Madeira preocupa transporte na Amazônia

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A dragagem do rio Madeira, principal rota fluvial utilizada para o transporte de cargas do Amazonas, acontece no trecho de Porto Velho (RO) à Itacoatiara (AM)

O adiamento da licitação para contratação de uma empresa responsável para a realização da dragagem do rio Madeira preocupa o setor da navegação. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) prorrogou o processo, anteriormente programado para acontecer na terça-feira (17), para o mês de junho. Segundo os empresários, o possível descumprimento do novo prazo, por parte do órgão nacional, acarretará na inviabilização dos trabalhos de dragagem e consequentemente, na oneração do transporte fluvial com o aumento no tempo de viagem e a redução no volume de cargas, além do maior risco de ocorrência de sinistros ou naufrágios.

De acordo com o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma), Claudomiro Carvalho, a postergação nas etapas licitatórias pode comprometer a realização da dragagem, que consiste na retirada dos sedimentos que ficam submersos nos rios. Ele explica que o mês de agosto é o período ideal para que os trabalhos iniciem com término, no máximo, em outubro, devido a enchente.

Porém, para que tudo aconteça conforme o programado, o Dnit precisa cumprir o novo cronograma. “Se a partir do dia 14 de junho o Dnit não tiver agilidade para atender toda a burocracia necessária para a contratação da empresa, perderemos mais um ano. Estamos há dois anos sem dragagem e ficamos confiantes que o processo aconteceria conforme o anunciado anteriormente. O período crítico da vazante começa em 15 de agosto. Temos até esta data para iniciar porquê da mesma forma que o rio vaza rapidamente, ele também enche em pouco tempo. O prazo para que esse trabalho aconteça é de 60 dias”, disse Carvalho.