Com exportação de carne suspensa, Brasil propõe enviar missão à China

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Como a expectativa é de que as exportações brasileiras possam ser retomadas num prazo de até 14 dias, como ocorreu em 2019, a última vez em que elas foram suspensas por casos do mal do vaca louca, a quarentena provocaria um atraso indesejável na liberação

O Brasil propôs o envio de uma missão técnica do ministério da Agricultura à China para esclarecer os casos do mal da vaca louca que levaram à suspensão temporária das exportações de carne bovina ao país asiático, anunciada no último dia 4. Fontes do mercado crêem que os embarques serão retomados em breve, já que o Brasil agiu rapidamente após a identificação dos dois casos, um em Belo Horizonte (MG) e o outro em Nova Canaã (MT), cumprindo o protocolo sanitário com a China ao suspender voluntariamente as exportações.

Mais importante, tratam-se de casos atípicos de Encefalopatia Espongiforme Bovina (nome técnico do mal), que ocorrem naturalmente em animais de idade avançada e não oferecem riscos sanitário à pecuária brasileira, conforme foi constatado na última semana pela Organização Internacional de Saúde Animal.

A proposta feita pelo Brasil de enviar uma missão à China incluiu uma consulta para para que os técnicos sejam liberados da quarentena de duas semanas imposta a todos os que entram no país do exterior.

Até esta segunda, as autoridades chinesas ainda não haviam respondido à oferta.Assim como a suspensão automática das exportações, a possibilidade de enviar uma delegação do governo brasileiro a Pequim faz parte das medidas previstas no protocolo firmado com a China, mas espera-se que ele não seja necessário para a liberação das exportações. Até porque, diante da dificuldade atual de realizar viagens internacionais e a exigência de quarentena de duas a três semanas para quem entra na China, isso significaria uma demora maior que a prevista na liberação dos frigoríficos brasileiros.

Uma alternativa levantada foi discutir o tema numa reunião por videoconferência. Até esta sexta-feira a China ainda não havia dado uma resposta à proposta do Brasil.