Com 6 navios confirmados, Porto de Imbituba se prepara para receber safra de soja

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Os granéis agrícolas têm uma importante participação no desempenho do Porto de Imbituba. Em 2020, apenas a soja e o milho representaram aproximadamente 24% de toda a movimentação

O início da colheita da soja no Brasil está animando as perspectivas de movimentação do grão agrícola no Porto de Imbituba para os próximos meses. A operadora portuária Granéis Imbituba confirmou esta semana o agendamento de, pelo menos, seis embarques do granel no período entre março e maio.

A carga já está chegando por transporte rodoviário e sendo estocada nos armazéns da Fertisanta e Serra Morena, que formam a joint venture Granéis Imbituba. Juntas, as operadoras têm capacidade de armazenagem estática de cerca de 220 mil toneladas. O produto vem da região Centro-Oeste.

Conforme explica José Roberto Martins, sócio-diretor da Granéis, o início tardio da colheita acaba por pressionar o escoamento pelos portos brasileiros e, como há capacidade de envio da carga por Imbituba, o mercado busca essas soluções, oportunizando novos contratos. “Fizemos cerca de 1,4 milhão de toneladas de milho e soja em Imbituba no último ano e nossa expectativa é ultrapassar essa marca em 2021”, destaca Martins. Os navios previstos para os próximos meses são da classe Panamax e devem carregar, em média, 66 mil toneladas cada, com destino à China.

Os granéis agrícolas têm uma importante participação no desempenho do Porto de Imbituba. Em 2020, apenas a soja e o milho representaram aproximadamente 24% de toda a movimentação. Para Fábio Riera, diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, a previsão de safra recorde, somada à disponibilidade de atendimento da demanda, reforçam a potencialidade e contribuição do Porto como solução logística para a cadeia de suprimentos.

“Nosso compromisso é prover cada dia mais um serviço eficiente e qualificado para ajudar a receber e dar vazão às cargas, refletindo no desenvolvimento da sociedade, enquanto meio de fornecimento de insumos e geração de emprego e renda”, salienta o gestor do Porto.