Argentina pretende matar 100.000 castores para salvar florestas nativas

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Bosque destruído pelos castores MARÍA FERNANDA MENVIELLE
Bosque destruído pelos castores MARÍA FERNANDA MENVIELLE

Em 1946, a Marinha da Argentina soltou 20 castores canadenses na Terra do Fogo (Patagônia), um arquipélago no extremo sul do país, para fomentar a indústria de produtos feitos com a pele desses animais. No entanto, a ideia não convenceu os escassos habitantes da inóspita ilha, que se converteu em um paraíso para os roedores: tinham florestas abundantes onde se alimentar, rios nos quais construir suas represas e nenhum predador natural – como ursos e lobos – à vista.

Depois de 70 anos, o número de exemplares da espécie exótica invasora se multiplicou por 5.000 e levou à destruição de uma área de bosques equivalente a quase duas vezes o tamanho da cidade de Buenos Aires. O impacto da presença desses animais se assemelha ao da explosão de uma bomba. “O que antes era mata de galeria (floresta que forma corredores ao longo dos rios e áreas úmidas), agora é um campo com árvores cortadas, mortas e afogadas”, conta ao EL PAÍS o biólogo Andrés Schiavini, o integrante do Centro Austral de Investigações Científicas (Cadic) encarregado de um desafio titânico: erradicar os castores da Terra do Fogo para salvar as florestas nativas.

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