Espuma cria ‘fantasma’ em onda azul e imagem viraliza nas redes sociais

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Suposto ‘fantasma’ dividiu opiniões entre internautas na internet (Foto: Dorigley Ferreira / Arquivo Pessoal)

Uma foto registrada em uma praia de Santos, no litoral de São Paulo, e que mostraria um suposto ‘fantasma’ gerou discussões na última semana de junho por meio das redes sociais. O fotógrafo Dorigley Ferreira fez uma série de fotos de ondas no mar mostrando um fenômeno natural conhecido como ‘onda azul fluorescente’ e alguns internautas afirmaram ter visto a aparição.

As imagens foram registradas pelo fotógrafo na terça-feira (26) na praia do José Menino e inicialmente, a intenção de Dorigley era apenas mostrar as imagens inusitadas da água azulada. Horas após ele ter realizado sua postagem, diversas páginas do Facebook começaram a compartilhar as fotografias.

Após as imagens terem recebido centenas de compartilhamentos, vários internautas postaram mensagens afirmando ter visto uma figura humana do lado esquerdo de uma das imagens. “Eu não tinha reparado, só vi quando começaram a comentar nas redes sociais, mas para te falar a verdade como eu tenho a imagem original eu não vejo nada demais”, afirma.

O suposto ‘fantasma’, de acordo com Dorigley, entretanto, não passa de uma imagem formada pelas ondas ao se aproximar da faixa de areia da praia. Apesar disso, o fotógrafo afirma ter se divertido com algumas das postagens. “É algo que você poderia ver em nuvens e cada pessoa vê uma coisa diferente. Tem gente que vê um menino, tem gente que vê cães e até mesmo Hitler”, conclui.

Fenômeno

O biólogo do Instituto Gremar, órgão responsável pela reabilitação e cuidados com animais marinhos na Baixada Santista, explica que o efeito luminoso ocorre justamente por conta do agito das ondas do mar. “Os fitoplânctons realizam esse processo biológico que ocorre quando bilhões deles são agitados ao mesmo tempo. Isso acontece também em outras praias do Brasil e do mundo, mas como aqui há muita iluminação, às vezes essa reação passa despercebida”, explica Thiago Nascimento.

O fenômeno também funciona como uma espécie de mecanismo de sobrevivência para esses microorganismos. Em alguns casos a luz cobre as ondas e foi justamente o que aconteceu nesta madrugada.